Socorristas da Indonésia recuperam corpo de excursionista após erupção vulcânica
Os socorristas indonésios recuperaram neste sábado (9) o corpo de um dos três excursionistas que morreram em uma erupção vulcânica em uma zona restrita e sismicamente ativa, informou um funcionário de resgate.
O monte Dukono, na ilha de Halmahera, entrou em erupção na sexta-feira, lançando uma nuvem de cinzas de 10 quilômetros de altura ao céu, sem que houvesse cidades ou vilarejos próximos o suficiente para enfrentar uma ameaça imediata.
A erupção matou dois excursionistas de Singapura e um da Indonésia, informou na sexta-feira o chefe da polícia local, Erlichson Pasaribu.
Outros 17 montanhistas, incluindo sete singapurenses, foram evacuados sãos e salvos.
Os socorristas que vasculhavam a área ao redor da borda da cratera do vulcão encontraram o corpo de uma mulher, informou Iwan Ramdani, chefe da agência local de busca e resgate, sem especificar sua nacionalidade.
“A equipe conjunta de busca e resgate encontrou a vítima morta às 14h30 (02h30 de Brasília) junto com sua mochila”, declarou Iwan em um comunicado.
Ele acrescentou que o corpo foi levado a um hospital local para identificação.
Imagens compartilhadas pela agência de resgate mostravam uma equipe transportando um saco preto para cadáveres em uma maca improvisada montanha abaixo.
A busca pelas vítimas restantes foi suspensa devido às chuvas e às cinzas vulcânicas e será retomada no domingo, indicou Iwan.
O vulcão voltou a entrar em erupção várias vezes neste sábado e, em uma ocasião, expeliu uma coluna de cinzas de aproximadamente três quilômetros de altura, segundo o Centro Nacional de Vulcanologia e Mitigação de Riscos Geológicos.
Informações preliminares sugeriam que os corpos dos dois singapurenses estavam a cerca de 20 ou 30 metros da borda da cratera, indicou em um comunicado Abdul Muhari, porta-voz da agência nacional de mitigação de desastres.
O Dukono, um dos vulcões mais ativos da Indonésia, está no nível dois do sistema de alerta de quatro níveis do país desde 2008.
As autoridades impuseram uma zona de exclusão de quatro quilômetros ao redor da cratera desde dezembro de 2024, segundo Lana Saria, chefe da Agência Geológica do governo.
Erlichson, da polícia, declarou na sexta-feira que os excursionistas haviam ignorado os avisos publicados nas redes sociais e as placas de advertência colocadas na entrada da trilha para se manterem afastados.
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