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Trump chega à cúpula do G7 após acordo com Irã e com foco na Ucrânia

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Um Donald Trump eufórico chegou à cúpula do G7 na França, nesta segunda-feira (15), após alcançar um acordo com o Irã para pôr fim à guerra no Oriente Médio e com a atenção voltada a “fazer algo” em relação ao conflito na Ucrânia. 

Antes do início do encontro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reuniu-se com o colega francês, Emmanuel Macron. 

A França organizou esta cúpula de três dias entre os líderes do grupo das grandes economias industrializadas com o objetivo de reduzir a distância em relação a Trump, mas o acordo entre Washington e Teerã sacudiu o encontro. 

O G7 está ansioso para reabrir o Estreito de Ormuz e aliviar a pressão sobre os preços do petróleo, que registraram queda significativa após a notícia do acordo. 

Trump disse que o estreito estará “totalmente aberto” na sexta-feira. No entanto, pairam dúvidas sobre se os petroleiros terão de pagar um pedágio para atravessá-lo. 

Embora Washington tenha dito que não, o Ministério das Relações Exteriores iraniano assegurou, nesta segunda-feira, que deverão ser pagas taxas por “serviços de navegação”, entre outros. 

Embora o texto do acordo ainda não seja público, os dirigentes dos outros países do G7 (França, Alemanha, Canadá, Itália, Japão e Reino Unido) esperam que o inquilino da Casa Branca dê detalhes já no jantar de abertura da cúpula, nesta segunda-feira. 

Entre as outras incertezas estão as implicações do pacto para o Líbano e para as atividades nucleares e balísticas do Irã, além do papel de uma missão naval internacional proposta por Londres e Paris, que Trump já questionou. 

Diante de Macron, o presidente americano garantiu que não é preciso ter “muita ajuda” para reabrir o estreito, embora tenha considerado que não é “uma má ideia ter um ou dois navios de alguns países (…) porque nunca se sabe”, esfriando as expectativas do francês.

– Putin e Zelensky “abertos” –

Mas além do fim da guerra no Oriente Médio iniciada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel, o magnata americano, que no domingo comemorou seu 80º aniversário com uma noite de MMA, buscaria relançar sua mediação na Ucrânia. 

“Ontem tivemos uma conversa muito boa com o presidente [ucraniano Volodimir] Zelensky e com o presidente [russo Vladimir] Putin, e vejo que talvez possamos fazer algo lá. Eu realmente acredito nisso, de verdade. Ambos estão abertos a isso”, afirmou. 

Durante o G7, os líderes europeus e do Canadá queriam lembrar Trump da importância de pressionar a Rússia para que aceite a paz nos termos da Ucrânia, mais de quatro anos após a invasão de seu país vizinho. 

Zelensky, que deve viajar a Evian na terça-feira, afirmou nesta segunda que propôs um encontro com seu colega russo durante o G7, mas que Moscou “não está preparado” para negociar o fim da guerra. 

Pelo menos 11 pessoas morreram nesta segunda na Ucrânia em um novo ataque russo, especialmente intenso sobre Kiev, onde a ortodoxa Catedral da Dormição terminou em chamas.

– As terras raras chinesas –

Ambos os conflitos voltarão à mesa do G7 na terça-feira, quando também está prevista a participação do presidente do Egito, Abdel Fattah El-Sisi, e de outros líderes árabes para falar sobre o Irã. 

Macron também convidou os dirigentes de Brasil, Índia, Quênia e Coreia do Sul para participar de algumas sessões, sobretudo porque a agenda carregada do encontro busca tratar também dos desequilíbrios econômicos mundiais e da regulação digital para “encontrar soluções comuns”. 

Antes da cúpula, o presidente francês já havia mantido uma reunião bilateral com seu homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que no X reafirmou seu “compromisso com a paz, a defesa do multilateralismo e o desenvolvimento sustentável”. 

Os CEOs Sam Altman, da gigante de IA OpenAI; da Anthropic, Dario Amodei, e Arthur Mensch, de sua rival europeia Mistral AI, discutirão na quarta-feira, durante um almoço, a proteção de menores no ambiente digital. 

Embora a China não faça parte do G7, será um tema importante. Os líderes abordarão questões como o domínio e o controle de Pequim no mercado de terras raras, cruciais para a transição energética e digital. 

“Atualmente, a China acumulou muito, existem dependências”, explicou Macron, confiante de que se chegará a um acordo no G7 para “diversificar” a obtenção de terras raras e evitar “bloqueios”. 

De maneira pouco habitual, o presidente dos Estados Unidos prolongará sua estadia na França, jantando com Macron no Palácio de Versalhes, nos arredores de Paris, na quarta-feira, depois da conclusão da cúpula do G7.

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