Um regime ‘dizimado’? Os dirigentes iranianos eliminados na guerra
Os ataques dos Estados Unidos e de Israel mataram o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, e dirigentes da elite política e militar da república islâmica em três semanas de guerra. Mas isso significa que o regime foi “dizimado”, como afirma Israel?
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, assegurou na quinta-feira (19) que o Irã está “sendo dizimado”, e o Exército israelense o descreveu como um “castelo de cartas que desmorona”.
Mas várias figuras-chave, incluindo o presidente do Parlamento, Mohammad-Bagher Ghalibaf, sobreviveram, e a república islâmica se apressou em substituir os eliminados.
Estas são as principais personalidades mortas até agora na guerra desencadeada em 28 de fevereiro pelos bombardeios israelenses e americanos:
– O guia supremo –
O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo desde 1989, morreu no primeiro dia da guerra durante um ataque em Teerã, no qual também morreram vários de seus familiares.
Seu filho Mojtaba ficou ferido, segundo Washington, mas sobreviveu e o sucedeu como novo líder supremo. Até o momento, não foi visto em público.
– O chefe do Conselho de Segurança Nacional –
A morte de Ali Larijani é provavelmente a maior perda da república islâmica depois da de Khamenei. Ele morreu em 17 de março em um ataque israelense, aparentemente na região de Teerã, que também matou vários de seus parentes. Dias antes, havia participado de uma manifestação pró-governo em Teerã.
– O comandante-chefe da Guarda Revolucionária –
Mohammad Pakpour, ex-chefe das forças terrestres da Guarda Revolucionária, estava à frente do exército ideológico da república islâmica desde junho de 2025, quando sucedeu Hossein Salami, morto durante a guerra de 12 dias entre Israel e Irã.
Pakpour morreu no primeiro dia da guerra e foi substituído pelo ex-ministro do Interior e da Defesa Ahmad Vahidi.
– O assessor do guia supremo –
Ali Shamjani, pilar das forças armadas desde a década de 1980, morreu no primeiro dia da guerra. Recebeu um funeral público em Teerã.
– O ministro da Inteligência –
Esmaeil Khatib morreu em um ataque israelense em Teerã no dia 18 de março. Ocupava o cargo desde 2021. Organizações de defesa dos direitos humanos o acusavam de ter desempenhado um papel-chave na repressão de manifestações.
– O ministro da Defesa –
Aziz Nasirzadeh, veterano da guerra entre Irã e Iraque, também morreu em um ataque aéreo no primeiro dia da guerra.
– Altos cargos dos Basij –
Gholamreza Soleimani, à frente dos Basij, uma milícia formada por voluntários, morreu em um ataque aéreo em 17 de março.
E Esmail Ahmadi, diretor de inteligência dos Basij, foi eliminado em um ataque na noite do dia 16.
– Porta-voz da Guarda Revolucionária –
Ali Mohammad Naini morreu na madrugada desta sexta-feira no que a Guarda Revolucionária classifica como um ataque “covarde” dos Estados Unidos e de Israel.
Pouco antes de sua morte ser confirmada, a agência de notícias Fars publicou uma nota citando Naini, que afirmava que a produção de mísseis do Irã continuava apesar da guerra.
– O chefe do gabinete militar do líder supremo –
Mohammad Shirazi morreu no primeiro dia da guerra. Seu trabalho consistia em coordenar os diferentes ramos das forças de segurança no gabinete do líder supremo.
– Chefe do Estado-Maior das forças armadas –
Abdolrahim Mousavi, morto no primeiro dia da guerra, era chefe do Estado-Maior das forças armadas desde junho de 2025, após a morte de seu predecessor Mohammad Bagheri durante a guerra de 12 dias.
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