Ex-presidente sul-coreano é condenado 30 anos de prisão por envio de drones à Coreia do Norte
O ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol foi condenado nesta sexta-feira (12) a 30 anos de prisão pelo envio de drones à Coreia do Norte, uma ação que, segundo a Promotoria, buscava criar um pretexto para a sua tentativa de decretar lei marcial em dezembro de 2024.
Promotores especiais afirmaram em abril que o esforço do ex-presidente destituído para “fabricar condições de guerra” com estas aeronaves não tripuladas minou a segurança do Estado.
Em fevereiro, Yoon já havia sido condenado à prisão perpétua por liderar uma insurreição para tentar “paralisar” a Assembleia Nacional com a declaração da lei marcial.
Ele apresentou recurso contra a sentença, alegando que sua decisão foi tomada “única e exclusivamente pelo bem da nação”.
Nesta sexta-feira, “foram impostos a Yoon 30 anos adicionais de prisão” por acusações relacionadas aos drones, informou à AFP um porta-voz do Tribunal do Distrito Central de Seul, sem revelar mais detalhes.
Os promotores também argumentaram que a operação aumentou as tensões com o Norte e provocou o vazamento de informações confidenciais, depois que vários aparelhos sofreram acidentes e caíram no território do país vizinho, informou a agência de notícias Yonhap.
A equipe jurídica de Yoon nega sua responsabilidade nos incidentes com os drones. Os advogados afirmam que o então mandatário não deu “nenhuma ordem prévia, nem aprovação posterior” à operação citada pelo Ministério Público.
Os advogados afirmaram que a operação foi uma resposta ao envio, por parte de Pyongyang, de balões carregados de lixo através da fronteira naquele ano e que foi “um ato de legítima defesa”, sem qualquer relação com a declaração de lei marcial.
A defesa rejeitou as alegações do MP, que chamou de “especulativas e falsas”.
Os voos de drones continuam sendo um ponto de atrito nas tensões entre as duas Coreias, que tecnicamente permanecem em guerra.
O atual presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, expressou pesar no início do ano depois que uma investigação revelou que funcionários do governo enviaram drones em janeiro ao país vizinho, uma nação hermética dotada de armamento nuclear.
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