Província de Alberta realiza votação decisiva para unidade do Canadá
A província canadense de Alberta vota, nesta segunda-feira (19), se deve realizar um referendo vinculativo sobre a separação do país, enquanto o primeiro-ministro, Mark Carney, alerta que uma vitória separatista desencadearia uma incerteza paralisante em meio a uma crise nas relações com os Estados Unidos.
As pesquisas indicam que menos de um quarto da população desta província do oeste do Canadá, rica em petróleo, apoia a independência. No entanto, a atenção voltou-se para a mobilização separatista nos dias anteriores à votação.
“Vale a pena lutar pelo Canadá”, disse Carney nesta segunda em uma publicação no X, dias depois de alertar as pessoas que “a participação determinará o resultado” da votação.
Durante a jornada, não foram registradas filas nem aglomerações nos locais de votação, em parte porque 1,4 dos 3,1 milhões de eleitores votaram antecipadamente.
Em Edmonton, capital da província, David Gallagher, de 58 anos, declarou à AFP que a independência de Alberta é uma “ideia absurda”.
Já Hayden Chann, um estudante de 21 anos, declarou que, embora não apoie a independência, desta vez votou a favor dos separatistas porque quer que as pessoas tenham “a opção real de votar de verdade”.
Carney, que cresceu em Alberta, classificou o referendo como um sinal “perigoso”, enquanto o presidente americano, Donald Trump, trava uma guerra comercial contra o seu país e lança ameaças de anexação destinadas, segundo o primeiro-ministro, a quebrar a determinação canadense.
Alberta tem a quarta maior reserva comprovada de petróleo do mundo e o esforço pela independência da província despertou um interesse sustentado entre os aliados de Trump.
Elon Musk, a pessoa mais rica do mundo e um dos principais apoiadores de Trump, postou no X este mês que Alberta “deveria se separar”.
Os líderes separatistas também realizaram reuniões no Departamento de Estado dos EUA e reuniram-se com agentes políticos republicanos.
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