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Após Meta, Snap faz acordo em processo sobre redes sociais nos EUA

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A proprietária do Snapchat chegou a um acordo para evitar outro julgamento histórico nos Estados Unidos sobre dependência de redes sociais. 

O acerto com os autores, de valor confidencial, foi definido dois dias antes do início dos trabalhos em um tribunal de Los Angeles. 

O caso seria o mais recente de uma série de processos, cujos resultados devem orientar centenas de ações semelhantes no país. 

“Estamos orgulhosos de ter obtido justiça para nossos clientes (…) K.D.B. e S.J.”, disseram seus advogados em um comunicado. 

“Nosso objetivo final é fazer com que empresas de redes sociais paguem por ações que afetaram milhões de crianças em todo o país, e esses acordos nos permitem continuar avançando nesse sentido”, afirmaram. 

A Snap, criadora do Snapchat, não respondeu de imediato a um pedido de comentários. 

A Meta confirmou na sexta-feira um acordo com KDB, após já ter firmado anteriormente um acerto com SJ, o que havia deixado a Snap como a única ré no caso, que reunia as duas demandas. 

TikTok e YouTube também figuravam como rés, mas ambas já haviam alcançado acordos, segundo seus advogados. 

Documentos judiciais indicam que a defesa de SJ e KDB argumentaria que seus clientes foram expostos a aplicativos de redes sociais “viciantes e problemáticos” quando começaram a utilizá-los aos 13 e 15 anos, respectivamente.

— Reviravoltas inesperadas — 

Nos últimos anos, milhares de ações judiciais foram apresentadas em tribunais de todo o país, acusadas pelo supostos danos que as empresas de redes sociais teriam causado a crianças e adolescentes. 

Os casos tiveram reviravoltas inesperadas. O primeiro, julgado no início do ano em Los Angeles, tornou-se um precedente. 

Meta e YouTube foram vencidos quando um júri determinou sua responsabilidade conjunta por danos sofridos por um jovem identificado como KGM. 

Ambas foram condenadas a pagar uma indenização total de 6 milhões de dólares (32,52 milhões de reais). 

Snap e TikTok chegaram a um acordo com KGM antes desse julgamento. Meses depois, ambas além do YouTube resolveram outro caso que seria julgado em agosto. 

O autor, identificado como RKC, então retirou as ações restantes contra a Meta, que evitou o julgamento sem precisar de acordo. 

Ao firmarem acordos antes do início de um julgamento, as empresas conseguem limitar os custos decorrentes dos honorários advocatícios e das possíveis sanções. 

Outra vantagem é evitar que seus executivos tenham que depor em tribunal ou que documentos internos venham a público.

smb/arp/dg/dga/jc

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