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Conselho de Segurança da ONU condena ataques dos houthis contra Arábia Saudita

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O Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou, nesta sexta-feira (25), a escalada dos ataques contra a Arábia Saudita perpetrados pelo movimento houthi pró-Irã no Iêmen, em uma rara demonstração de unidade por parte do órgão máximo da ONU. 

Os houthis impuseram um bloqueio naval de fato à Arábia Saudita, atacando petroleiros graças ao controle que exercem sobre vastas áreas da costa iemenita do Mar Vermelho, vitais para as exportações sauditas de hidrocarbonetos, o que levou a um aumento acentuado dos preços da energia. 

“Os membros do Conselho de Segurança condenaram, nos termos mais veementes, os contínuos ataques dos houthis contra o reino da Arábia Saudita, incluindo aqueles que visam infraestruturas civis e energéticas”, afirmou o detentor da presidência rotativa do Conselho, o enviado francês à ONU, Jérôme Bonnafont. 

O Conselho de Segurança “ressaltou ainda a importância de agir em conformidade com o direito internacional, em particular a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, e de defender os direitos e liberdades de navegação”. 

Portanto, o órgão da ONU exige que os houthis cessem “imediatamente a escalada militar e os ataques que afetam a população civil e os bens civis”.

Os avanços dos houthis nas últimas semanas consolidaram o controle do Irã e seus aliados sobre as duas vias navegáveis das quais a região do Golfo depende para o transporte de seus hidrocarbonetos para o exterior, incluindo a Arábia Saudita, o maior exportador de petróleo do mundo. 

A escalada também ameaça provocar uma crise humanitária. Segundo a ONU, 138 mil pessoas foram deslocadas em todo o Iêmen desde agosto, entre elas 70 mil crianças.

Este é o maior nível de deslocamento registrado desde a trégua de 2022.

O chefe da agência da ONU para os refugiados, Barham Salih, advertiu nesta sexta-feira que milhares de pessoas “fogem do conflito em busca de segurança no Djibuti e em outros lugares”.

“Há relatos de novas travessias em andamento”, acrescentou.

Mais de 3.500 pessoas fizeram a perigosa travessia marítima até o Djibuti, pequeno país africano situado do outro lado do mar Vermelho, informou a Organização Internacional para as Migrações.

A declaração do Conselho de Segurança pediu “acesso humanitário pleno, seguro, rápido e sem obstáculos a todos os civis necessitados”.

Washington e seus aliados, incluindo Riade e o governo do Iêmen apoiado por ambos os países, acusam o Irã de apoiar os houthis. 

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, negou essas acusações na quinta-feira: “Os houthis são responsáveis por seus próprios atos”.

Arábia Saudita, Turquia e Paquistão, que assinaram no mês passado um acordo de defesa conjunta, realizarão negociações para apoiar o reino, anunciou Riad em um comunicado nesta sexta-feira. A iniciativa abre a possibilidade de uma resposta conjunta aos ataques huthis.

gw/md/dga/mel/aa/atm/lm/mvv

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