EUA flexibiliza normas que impedem liberação de metano
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (27) a flexibilização das normas que impedem os produtores de petróleo e gás de liberar metano, um gás do efeito estufa.
Trump fez o anúncio durante um ato em apoio ao procurador-geral do Texas, Ken Paxton, que concorre a uma vaga no Senado no mês que vem, nas eleições de meio de mandato.
“Estou pondo fim oficialmente, nesta noite, às caras e desnecessárias regulamentações de Joe Biden sobre o metano, para poupar 45 bilhões de dólares (R$ 247,5 bilhões) aos consumidores e produtores de energia”, declarou Trump, na cidade de Lubbock.
Sob aplausos do público, o presidente ressaltou que a medida “vai liberar grandes quantidades de gás natural do Texas”, estado americano que mais produz combustíveis fósseis.
A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) destacou neste mês que a eliminação das regulamentações geraria uma economia de 45 bilhões de dólares, mas não informou como esse valor foi calculado.
Trump promove medidas para reduzir os custos da energia antes das eleições de meio de mandato, em meio ao descontentamento dos eleitores com a disparada dos preços do petróleo provocada pela guerra dos Estados Unidos contra o Irã.
Principal componente do gás natural, o metano é a segunda maior causa do aquecimento global, atrás do dióxido de carbono. Desde a era pré-industrial, ele foi responsável por aproximadamente um terço do aumento total da temperatura do planeta, o que equivale a cerca de 0,5 grau Celsius.
As mudanças envolvem as normas que buscam reduzir as emissões de metano nas operações de petróleo e gás. Essas emissões ocorrem em todas as etapas da atividade, desde a extração do gás do subsolo até o seu processamento, transporte e distribuição.
A molécula de metano retém muito mais calor do que a de dióxido de carbono, embora permaneça na atmosfera por 7 a 12 anos. Já o dióxido de carbono pode persistir por séculos.
Os Estados Unidos são o maior emissor mundial de metano proveniente do setor de petróleo e gás, seguidos pela Rússia, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE).
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