ONU acusa Israel de crimes contra a humanidade na Cisjordânia
Um relatório da ONU acusa Israel de cometer crimes contra a humanidade na Cisjordânia, acusação rejeitada pelo governo israelense.
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Israel rejeitou um relatório de uma comissão independente da ONU que acusa autoridades e forças israelenses de cometer crimes contra a humanidade na Cisjordânia.
O documento, divulgado às vésperas das eleições gerais israelenses, afirma que houve práticas como extermínio, tortura, estupro, outras formas de violência sexual e perseguição contra palestinos com base em critérios ligados à nacionalidade, raça e etnia.
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Israel nega acusações
O embaixador de Israel em Genebra, Daniel Meron, classificou o relatório como uma tentativa de deslegitimar o Estado israelense e negou as acusações.
Segundo a missão israelense na ONU, o documento faz parte de uma campanha de desinformação destinada a retratar a própria existência de Israel como ilegal.
A comissão que elaborou o relatório foi criada pela ONU em 2021 e já havia acusado Israel, no ano passado, de cometer genocídio em Gaza. O governo israelense rejeita essas acusações e as considera falsas e antissemitas.
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Escalada de violência
O relatório destaca uma deterioração significativa da situação na Cisjordânia desde os ataques do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, que desencadearam a guerra em Gaza.
Segundo os investigadores, o aumento das operações militares israelenses e da violência de colonos teria provocado uma forte alta no número de vítimas palestinas.
A comissão também acusa Israel de buscar uma forma de punição coletiva contra a população palestina da Cisjordânia como resposta aos ataques do Hamas.
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Críticas à Autoridade Palestina
O relatório não se limita a críticas a Israel. Os investigadores também apontam episódios de violência cometidos pela Autoridade Palestina contra grupos rivais e opositores políticos.
Segundo a comissão, as autoridades palestinas falharam em investigar de forma rápida, eficaz e imparcial denúncias de abusos e violência.
A Cisjordânia é ocupada por Israel desde 1967 e abriga mais de 3 milhões de palestinos, além de cerca de 500 mil israelenses que vivem em assentamentos considerados ilegais pelo direito internacional.
Adaptação: Fernando Hirschy
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Translated from French, reviewed by an English Department journalist.
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