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Indígenas liberam embarcações retidas na Amazônia peruana

Frame de vídeo feito pela empresa canadense PetroTal mostra indígenas tomando uma barcaça que transporta petróleo no rio Amazonas no Peru, em 8 de junho de 2023 afp_tickers

Duas embarcações da petroleira canadense PetroTal e seus 14 tripulantes, que estavam em poder de um grupo indígena em um rio da Amazônia peruana, foram liberados, informou a empresa nesta terça-feira (13).

“As barcaças foram liberadas” e os tripulantes, brasileiros e peruanos, estão em bom estado, disse à AFP uma fonte da companhia, segundo a qual as embarcações permaneceram retidas entre os últimos dias 6 e 11, quando foram devolvidas, juntamente com os 40.000 barris de petróleo que uma delas transportava.

A fonte não detalhou se houve algum tipo de acordo entre a PetroTal e os indígenas, que exigiam mais recursos para projetos sociais, um conflito recorrente entre essas populações e as grandes companhias. As comunidades haviam manifestado seu descontentamento com o aporte de 2,5% da produção da empresa canadense para o desenvolvimento de tais iniciativas.

A imprensa peruana informou que houve no último sábado uma reunião de líderes indígenas amazônicos com autoridades do governo regional de Loreto, como passo prévio à liberação. Entretanto, nenhuma autoridade local se pronunciou sobre a ação.

A PetroTal, que opera o Lote 95 na região de Loreto (nordeste), atribuiu o caso a seguidores da Associação Indígena de Desenvolvimento e Conservação de Bajo Puinahua (Aidecobap).

As embarcações foram retidas no rio Puinahua, do distrito de mesmo nome na região de Loreto. As duas barcaças transportam petróleo pelo rio Amazonas até o Brasil para exportação, a partir do campo de produção da PetroTal em Loreto.

Em sua ação, os indígenas usaram pequenas canoas e coquetéis molotov, segundo a empresa, que, desde o princípio, classificou o ato como um sequestro.

Em novembro de 2022, a mesma associação manteve sob custódia uma tripulação de brasileiros por 48 horas, após atacar e saquear a sua embarcação, afirmou a empresa.

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