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Suíça deve manter a sua neutralidade?

Moderador:

Onde a Suíça está no mundo? E para onde está indo? Eu me concentro em desenvolvimentos atuais e possíveis desenvolvimentos futuros. Depois de concluir meus estudos (história, direito e estudos europeus), trabalhei na embaixada suíça em Atenas. Tenho experiência jornalística na Suíça e no exterior, em níveis local e nacional, como freelancer e como jornalista integrado em uma redação. Hoje, meu foco são temas internacionais.

Para uns, ela não é neutra o suficiente; para outros, é neutra demais: a neutralidade suíça é tema de debate tanto na Suíça como fora dela.

Em 27 de setembro os eleitores votam em um plebiscito sobre a chamada “Iniciativa da NeutralidadeLink externo”.

A posição neutra do país está profundamente enraizada entre a população, como mostram as pesquisas. No entanto, elas também revelam que as pessoas têm opiniões diferentes sobre o assunto.

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Anônima / Anônimo
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Na minha opinião, a neutralidade só existe quando nos orientamos também pelo direito. Para mim, isso significa que não somos neutros simplesmente mantendo-nos à margem de tudo e dizendo «não é da nossa conta», mas sim ao não adotarmos uma atitude belicosa, embora, mesmo assim, prestemos atenção quando algo injusto acontece algures e nos empenhemos pela justiça. ____Também já não se pode alegar que não se tinha conhecimento de uma injustiça, numa época em que a informação pode ser transmitida em direto quase em todo o lado e a qualquer momento. Além disso, já não podemos dizer que não precisamos dos outros países, uma vez que somos autossuficientes; por isso, não podemos nem devemos simplesmente ficar calados perante o que acontece no mundo, mas sim defender o direito e a justiça.

Neutralität finde ich ist nur dann gegeben, wenn man sich auch am Recht orientiert. Das heisst für mich, wir sind nicht neutral, indem wir uns überall einfach raushalten und sagen "nicht unser Ding", sondern indem wir uns nicht kriegerisch verhalten, allerdings trotzdem auch hinschauen, wenn irgendwo etwas unrechtes geschieht und uns für Gerechtigkeit einsetzen. ____Man kann auch nicht mehr sagen, dass man von einem Unrecht nicht gewusst hat, in der heutigen Zeit wo Informationen fast überall und zu jederzeit life übertragen werden können. Wir können zudem nicht mehr sagen, wir brauchen die anderen Länder nicht, da wir uns selbst versorgen, somit können und sollen wir auch nicht einfach nichts zum Geschehen in der Welt sagen, sondern uns für Recht und Gerechtigkeit einsetzen.

Anônima / Anônimo
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Acredito que a nossa neutralidade também depende de os outros países nos verem como neutros. A neutralidade não é algo que se possa ser apenas de vez em quando. Todos os países têm o direito de apoiar uma orientação política, mas isso não é neutralidade. Afirmar que a Suíça deve manter-se flexível na forma como interpreta a neutralidade apenas nos torna ainda mais um peão na política internacional. Porquê ser neutro num caso e noutro não? Estamos a propor algum tipo de lista de verificação, acionada sempre que ocorrem determinados acontecimentos, que se aplica sempre? Ou estamos simplesmente a seguir o que quer que seja o pressentimento que o político do momento tenha?____O cerne do problema é que, se os outros países já não nos virem como neutros, deixamos de ser, de facto, neutros. Já não oferecemos uma plataforma para o diálogo pacífico, um papel que outros países se têm mostrado dispostos a assumir em nosso lugar. Um espaço para a paz precisa de um lugar na política mundial, livre de pressões políticas externas, ameaças ou intimidações.____A votação de hoje questiona se devemos consolidar esse princípio de forma permanente, excluindo de vez as sanções e a cooperação com a NATO. Um voto «não» seria interpretado pelo mundo como a Suíça a optar por manter a sua neutralidade negociável, em vez de se comprometer com ela, o que é, por si só, uma forma de renúncia. É essa mesma neutralidade que atrai as pessoas à Suíça como refúgio de um mundo turbulento e que mantém a nossa moeda forte.

I believe our neutrality also depends on other countries perceiving us as neutral. Neutrality isn't something you can be only sometimes. Every country has the right to support a political direction, but that isn't neutrality. Saying Switzerland should stay flexible in how it interprets neutrality only makes us more of a pawn in international politics. Why be neutral in one case and not another? Are we proposing some kind of checklist, triggered whenever particular events occur, that always applies? Or are we just going with whatever gut feeling the politician of the day happens to have?____The nub of the problem is that if other countries no longer perceive us as neutral, we are, de facto, not neutral. We no longer offer a table for peaceful discussion, a role other countries have been willing to take on instead. A place for peace needs a place in world politics, free from outside political pressure, threats or bullying.____Today's vote asks whether to fix that principle permanently, ruling out sanctions and NATO cooperation for good. A no vote would be read by the world as Switzerland choosing to keep its neutrality negotiable rather than committing to it, which is itself a form of renunciation. That same neutrality is what draws people to Switzerland as a refuge from a turbulent world, and what keeps our currency strong.

Giannis Mavris
Giannis Mavris SWI SWISSINFO.CH
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@Anônima / Anônimo

Bem, um dia após a votação, as notícias internacionais são bastante sóbrias. A maioria dos meios de comunicação parte do princípio de que a Suíça pretende gerir a sua neutralidade de forma flexível — e que, precisamente, não pretende abdicar dela.

Nun, einen Tag nach der Abstimmung sind die internationalen Schlagzeilen eher nüchtern. Die meisten Medien gehen davon aus, dass die Schweiz ihre Neutralität flexibel handhaben will - und eben genau nicht auf sie verzichten will.

J
jepyerly@websud.ch
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No que diz respeito às sanções, é imperativo colocarmos a seguinte questão. As sanções da Suíça contra a Rússia causaram-nos inúmeros problemas. Além disso, se a pequena Suíça pretender sancionar todos os países problemáticos, ficaremos completamente isolados e marginalizados. Entre conflitos armados, económicos, religiosos, relacionados com drogas, corrupção, direitos humanos, etc. Podemos perguntar-nos o que fazem todas estas organizações mundiais, para além de poluir o ar com transportes desnecessários e de proferir todos esses discursos inúteis e sem consequências. Nestes tempos ditos modernos, é realmente lamentável constatar todas estas guerras, estes milhares de milhões gastos em munições — poluentes e destrutivas para o clima. Esses milhares de milhões poderiam ser gastos de forma mais inteligente na estabilidade alimentar, sanitária, social e militar a nível mundial.

Concernant les sanctions, il est impératif de se poser la question suivante. Les sanctions de la Suisse contre la Russie nous a coûté de nombreux problèmes. De plus, si la petite Suisse désire sanctionner chaque Pays à Problèmes , nous serio0ns complètement isolés et mis de côté. Entre conflits armés , économiques, religieux, drogues , corruptions, droits de l'homme etc . On peut se demander ce que font toutes ces organisations mondiales , mis à part, polluer l'air avec les transports inutiles , et tous ces discours inutiles sans conséquences. Dans ces temps dits modernes, c'est bien affligeant de constater toutes ces guerres, ces milliards dépensés en munitions , polluantes ,destructrice du climat . Ces milliards pourraient être dépensés plus intelligemment dans la stabilité alimentaire ,sanitaire, sociale militaire dans le monde .

Giannis Mavris
Giannis Mavris SWI SWISSINFO.CH
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@jepyerly@websud.ch

A Suíça tem cerca de 30 regimes de sanções, alguns dos quais existem há décadas. Por isso, impõe sanções a muitos «países problemáticos». E é realmente muito fácil poupar o dinheiro destinado às munições — bastando para isso abster-se de guerras de agressão. Tal como previsto na Carta das Nações Unidas.

Die Schweiz hat circa 30 Sanktionsregimes, die teilweise seit Jahrzehnten bestehen. Sie sanktioniert also viele "Problemländer". Und das Geld für die Munition kann man sich wirklich recht einfach sparen - indem man auf Angriffskriege verzichtet. Wie es von der UNO-Charta auch vorgesehen ist.

J
Jorg Hiker
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@jepyerly@websud.ch

Os políticos autoritários não têm respeito pelos cobardes e pelos gananciosos. Se a Suíça ceder às ameaças, estará a transmitir a mensagem de que as ameaças funcionam e a convidar esses mesmos líderes autoritários e outros do mundo a intimidar ainda mais a Suíça, com escassas perspetivas de se chegar a algum acordo, mas, naturalmente, só depois de a Suíça ter feito mais concessões.

Strongman politicians have no respect for the cowards and greedy. If Switzerland bows to threats, it sends the message that threats work, and invites the same and other world strongmen to bully Switzerland more, with dim prospects of some deal, but naturally only after Switzerland makes further concessions.

J
jepyerly@websud.ch
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A questão levantada é bastante complexa. No passado, o nosso pequeno e tranquilo país beneficiou dessa neutralidade bastante rigorosa. Muitos países reconhecem que um «refúgio» tranquilo no meio da Europa tinha toda a sua importância. Os nossos políticos e dirigentes da época tinham mais inteligência e sentido de responsabilidade pelas ações empreendidas, sendo reconhecidos como bons negociadores. Atualmente, a mistura de populações, a industrialização, os bancos e a economia de um país que trabalha e gere bem os seus recursos despertam a cobiça dos nossos vizinhos e de outros, de modo a que participemos financeiramente na cobertura dos seus colapsos financeiros, Neste contexto, não cederei aos argumentos pouco credíveis da esquerda e dos seus amigos do PLR, e votarei SIM à iniciativa sobre a neutralidade.

Le problème soulevé est assez complexe . Dans le passé , notre petit Pays, tranquille , a bénéficié de cette neutralité assez stricte . Beaucoup de Pays reconnaissent qu'un ilot tranquille au milieu de l'Europe , avait toute son importance. Nos politiciens et dirigeants de l'époque, avaient plus d’intelligence, de sens de responsabilité des actions entreprises , étaient reconnus comme de bons négociateurs . Actuellement , les mélanges de population, l'industrialisation, les banques , l'économie d'un Pays qui travaille et gère bien ses ressources , fait titiller nos voisins et d'autres , afin que nous participions financièrement a couvrir leurs débâcles financières , Dans ce contexte , je ne cèderai pas aux arguments peu crédibles de la gauche et ses amis PLR , et voterai OUI à l'initiative sur la neutralité.

Giannis Mavris
Giannis Mavris SWI SWISSINFO.CH
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@jepyerly@websud.ch

De que «desastre financeiro» está a falar e o que é que isso tem a ver com a neutralidade?

Von welchem "finanziellem Debakel" sprechen Sie und was hat das mit der Neutralität zu tun

J
Jorg Hiker
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Li com interesse os argumentos de muitos russos que afirmam que a Suíça deveria ser alvo de sanções por parte dos EUA e da UE devido ao facto de manter laços comerciais com a Rússia. Alguém poderia fornecer os dados relativos ao comércio da Suíça tanto com a Rússia como com os países que impuseram sanções? Gostaria também de saber quais são os riscos associados ao comércio com a Rússia. Isso proporcionaria aos leitores factos, em vez de ilusões vagas.

I have read with interest the arguments from many Russians who claim that Switzerland should face US and EU sanctions due to keeping business ties with Russia. Could someone provide the trade figures for Switzerland's commerce with both Russia and the countries that have imposed sanctions? I would also like to know the risks associated with trading with Russia. This would provide readers with facts instead of vague illusions.

J
Jorg Hiker
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Para a Suíça, o mais sensato é manter a neutralidade, mas deixar absolutamente em aberto a possibilidade de aderir a alianças em caso de ameaça, como uma guerra híbrida. Alguns líderes mundiais consideram que os países sem aliados são indefesos e fáceis de pressionar. A crença do século XX de que a Suíça não será atacada desde que não ameace os outros já não é verdadeira. A história mostra, por exemplo, que, em 2014, a Rússia deixou os pequenos países bálticos em paz porque faziam parte da NATO, mas atacou a Ucrânia, que era neutra.

For Switzerland, it is wisest to remain neutral, but absolutely keep open the possibility of joining alliances in the event of a threat, such as hybrid warfare. Some world leaders view countries without allies as helpless and easy to pressure. The 20th-century belief that Switzerland will not be attacked as long as it does not threaten others is no longer true. History shows, for example, that in 2014 Russia left the small Baltic countries alone because they were in NATO, but attacked neutral Ukraine.

Giannis Mavris
Giannis Mavris SWI SWISSINFO.CH
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@Jorg Hiker

É também isso que o Governo (em concertação com o Parlamento) tenciona fazer: manter relações com a UE e a OTAN de forma a poder contar com o seu apoio, caso venha a ser alvo de um ataque. Coloca-se a questão de saber até que ponto isso é realista.

Das ist auch das, was die Regierung (in Absprache mit dem Parlament plant): Beziehungen zu EU und Nato soweit zu unterhalten, dass sie im Fall eines Angriffs auf ihre Unterstützung hoffen könnte. Die Frage stellt sich, inwiefern das realistisch ist.

J
Jorg Hiker
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@Giannis Mavris

Manter em aberto a possibilidade de futuras alianças é uma estratégia inteligente, pois transmite uma mensagem: tomamos medidas limitadas, mas, se formos ameaçados, podemos tornar-nos abertamente hostis. Em qualquer caso, a Suíça deve agir face à nova categoria de ameaças híbridas ou ataques que não atingem o limiar da declaração de guerra. Eventualmente, formar um pacto antissabotagem. Suponhamos que um drone misterioso e absolutamente não russo danifique o abastecimento de eletricidade da Suíça — como reagiria a Suíça? A resposta «não» ou «não sei» é um convite à sabotagem.

Keeping the possibility of future alliances is clever, because it sends a message: we take limited action, but if we are threatened, we can become openly hostile. In any case, Switzerland must act on the new category of hybrid threats or attacks below the threshold of war declaration. Possibly form an anti-sabotage pact. Suppose that a mysterious and absolutely not Russian drone damages Switzerland's electricity supply—how would Switzerland react? The answer "not" or "don't know" is an invitation to sabotage.

Lynx Vegas
LynxVegas
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A Suíça deixou de ser neutra assim que começou a vender armas ao estrangeiro. Mesmo que venda a ambos os lados envolvidos num conflito, não pode ser neutra. Além disso, a neutralidade terminou assim que a Suíça se envolveu nos assuntos de outros países. Para ser verdadeiramente neutra, é preciso fechar as fronteiras: nem suíços a sair, nem estrangeiros a entrar. Fiquem na vossa terra.

Switzerland ceased being neutral as soon as it started selling weapons abroad. Even if it sells to both sides involved in a conflict, it cannot be neutral. Also, neutrality ended as soon as Switzerland got involved in the affairs of other countries. To be truly neutral - close the borders - no Swiss out, no foreigners in. Keep yourselves to yourselves.

Giannis Mavris
Giannis Mavris SWI SWISSINFO.CH
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@LynxVegas

Então, transformar a Suíça na Coreia do Norte? No entanto, ninguém descreve este país como neutro...

Also die Schweiz zu Nordkorea umzugestalten? Dieses Land bezeichnet allerdings niemand als neutral...

S
Silver
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A neutralidade sempre foi o emblema da Suíça, aquilo que sempre nos distinguiu no mundo, nos preservou das guerras e nos permitiu prosperar, apesar de estarmos rodeados por Estados muito maiores e potencialmente mais ricos do que nós.__Depois, por mero interesse económico, os vários grupos de pressão na Suíça influenciaram a política, obrigando-a a ceder e a alinhar-se cada vez mais com a União Europeia, que está a trabalhar para integrar a nossa (ainda por pouco) rica nação na UE. Seria uma fonte de rendimento da qual se poderiam extrair milhares de milhões, com um poder de negociação mínimo no seio dos «dinossauros» que hoje compõem a União.__Desde 2022 que o nosso Conselho Federal tem vendido a nossa neutralidade, argumentando oportunisticamente que podem existir muitas formas de neutralidade, cada uma de acordo com as necessidades do momento. Mas isto já não significa ser neutro e, ao fazê-lo, levaremos a UE a decidir as nossas políticas financeiras e comerciais, a entrar na nossa legislatura, arrogando-se o direito de legislar na nossa casa.__Como cidadão, pergunto: quantos milhares de milhões de francos teriam ficado no nosso país, em benefício da população suíça, em vez de os oferecermos através de empréstimos a fundo perdido à Ucrânia? __Um dia, alguém levantou-se e decidiu que a Europa deveria apoiar a Ucrânia numa espécie de guerra santa contra uma Rússia que, provavelmente, apenas pretendia restabelecer a ordem numa região de língua russa. Quantas foram as guerras na Europa e nas suas fronteiras em que apenas a ONU interveio — e com razão? __Aqui, pelo contrário, alguém tinha interesse em criar uma situação de empobrecimento da Europa e conseguiu-o.__Porque é que a Suíça deveria seguir esta política suicida?__Vamos manter-nos neutros, mas com uma neutralidade verdadeira!

La Neutralità è sempre stata l'emblema della Svizzera, quella che ciha sempre distinto nel mondo, ci ha preservato da guerre e ci ha permesso di prosperare, seppur circondati da Stati molto più grandi e potenzialmente più ricchi di noi.__Poi per mero interesse economico le varie lobby di potere in Svizzera, hanno influenzato la Politica costringendola a piegarsi e uniformarsi sempre di più alla Unione Europea che sta lavorando per portare la nostra (ancora per poco) ricca Nazione all'interno della UE. Sarebbe una cash cow da cui spillare miliardi e con un potere contrattuale minimo all'interno dei dinosauri che compongono oggi l'unione.__Dal 2022 il nostro Consiglio Federale ha svenduto la nostra Neutralità, sostenendo opportunisticamente che vi possono essere tante Neutralità, ognuna per il bisogno del momento. Ma questo non vuole più dire essere Neutralità e così facendo porteremo la UE a decidere le nostre politiche finanziarie e commerciali, a entrare nella nostra legislatura arroganti il diritto di legiferare in casa nostra .__Da cittadino chiedo quanti miliardi di franchi sarebbero rimasti in Patria, a beneficio della popolazione svizzera, invece di regalarli con prestiti a fondo perduto all'Ucraina? __Un giorno qualcuno si è alzato e ha deciso che l'Europa avrebbe dovuto sostenere l'Ucraina in una specie di guerra santa contro una Russia che probabilmente voleva rimettere solo ordine in una Regione russofona. Quante sono state le guerre in Europa e ai suoi confini, in cui è - giustamente - intervenuta solo l'ONU? __Qui invece qualcuno aveva interesse a creare una situazione di impoverimento dell'Europa e c'è riuscito.__Perchè la Svizzera dovrebbe seguire questa politica suicida?__Restiamo Neutrali, ma con una Neutralità vera!

Giannis Mavris
Giannis Mavris SWI SWISSINFO.CH
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@Silver

Uma «guerra santa» da Ucrânia contra a Rússia? Não se pode distorcer mais as coisas do que isto.

Ein "heiliger Krieg" der Ukraine gegen Russland? Viel mehr kann man die Dinge nicht verkehren.

B
Blackcrow
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O chamado «estatuto de neutralidade perpétua» da Suíça (reconhecido formalmente em 1815) não deixa de ser uma falsa neutralidade, uma vez que deixa de funcionar como um princípio moral e ético para se tornar oportunismo político e pragmatismo económico. __Não esqueçamos que dessa neutralidade derivam outros argumentos, como o sacrossanto segredo bancário suíço, que serviu historicamente para acolher capitais de proveniência duvidosa, fundos de ditadores e ativos em tempos de guerra, como o ouro nazi durante a Segunda Guerra Mundial. __O panorama global atual exige que as democracias europeias defendam o atual status quo, que, com as suas fraquezas e pontos fortes, dá origem ao período mais próspero e produtivo da história.__Mas tudo isso poderia desmoronar-se como um castelo de cartas perante o novo auge das políticas populistas de extrema-direita sob a tutela e a proteção dos Estados Unidos, que já demonstraram que quem não está com eles, está contra eles. __A Suíça não é uma exceção, com ou sem neutralidade de facto.

El también denominado "estatus de neutralidad perpetua" de Suíza (reconocido formalmente en 1815) , no deja de ser una falsa neutralidad, pues deja de actuar como un principio moral y ético para convertirse en oportunismo político y en pragmatismo económico . __No olvidemos que de esa neutralidad derivan otros argumentos como el sacrosanto secreto bancario suizo que sirvió históricamente para acoger capitales de dudosa procedencia, fondos de dictadores y activos en tiempos de guerra , como el oro nazi en la 2a guerra mundial. __El escenario global actual exige a las democracias europeas defender el actual status quo, que con sus debilidades y fortalezas, da lugar al periodo más próspero y productivo de la historia.__Pero todo eso podría caer como un castillo de naipes ante el nuevo auge de las políticas populistas de extrema derecha bajo la tutela y el amparo de los Estados Unidos, que ya demostró que quien no está con él, está contra él. __Suíza no es una excepción con o sin neutralidad de facto .

Anônima / Anônimo
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O artigo de Paul Widmer é enganador. __Em primeiro lugar, não há «regresso» a uma neutralidade de alguma forma mais completa. A iniciativa pretende, pelo contrário, inscrever na Constituição uma neutralidade totalmente nova, que impossibilitaria o Conselho Federal e o Parlamento de reagirem à situação em causa, em conformidade com o Direito Internacional, em especial com a Carta das Nações Unidas. Com isso, a Suíça não se tornaria «mais neutra», mas sim uma outsider marginalizada, que faz caso nulo do direito internacional humanitário. A Suíça perdeu prestígio desde 2022, não por ter sido pouco neutra, mas por ter hesitado e, até hoje, não ter deixado claro que pretende respeitar a sua própria Constituição Federal, que já no preâmbulo deixa claro aquilo que a Suíça deve representar: Que a liberdade se mede pelo bem-estar dos mais fracos! __No entanto, autodenominar-se neutra à custa dos mais fracos e, ao mesmo tempo, fortalecer o agressor ao recusar-se a apoiar sanções internacionais mínimas é profundamente anti-suíço, covarde e imprudente. A iniciativa da neutralidade será rejeitada; temos de garantir que seja rejeitada de forma clara, para mostrar ao mundo que, embora sejamos neutros, não somos estúpidos nem cobardes.

Der Artikel von Paul Widmer ist irreführend. __Erstens gibt es kein "Zurück" zu einer irgendwie vollständigeren Neutralität. Die Initiative will vielmehr eine völlig neue Neutralität in die Verfassung schreiben, die es dem Bundesrat und Parlament verunmöglichen, auf die jeweilige Situation im Einklang mit dem Völkerrecht, insbesondere der UNO-Charta, zu reagieren. Damit würde die Schweiz nicht "neutraler", sondern eine geächtete Aussenseiterin, die sich um das humanitäre Völkerrecht foutiert. Die Schweiz hat an Ansehen seit 2022 eingebüsst, nicht weil sie zu wenig neutral war, sondern weil sie gezögert hat und bis heute nicht deutlich gemacht hat, dass sie sich an die eigene Bundesverfassung halten will, die schon in der Präambel deutlich macht, für was die Schweiz stehen sollte: Dass Freiheit sich misst am Wohl der Schwachen! __Sich dann aber auf Kosten der Schwachen neutral zu nennen und dabei den Aggressor stärken, indem man sich weigert, minimale international Sanktionen mitzutragen, ist zu tiefst unschweizerisch, feig und unweise. Die Neutralitätsinitiative wird abgelehnt; wir müssen dafür sorgen, dass sie deutlich abgelehnt wird, um der Welt zu zeigen, dass wir zwar neutral sind, aber nicht dumm und feige.

D
d‘Assindia
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O inverno silencioso____Era o terceiro dia sem sol quando os drones chegaram. Nada de enxames de combate, nada de explosões – apenas um zumbido sobre as passagens dos Alpes, seguido de um cheiro estranho e metálico no ar. O comunicado oficial do Instituto Federal de Proteção Civil referia-se a «testes atmosféricos para melhorar a previsão meteorológica». O tenente-coronel Beat Zollinger, comandante da Fortaleza de Gotthard, sabia que não era bem assim. A assinatura era inequívoca: guerra eletrónica, perturbação seletiva de todas as comunicações por satélite ocidentais. A Suíça tinha ficado cega.____No mesmo instante, os tanques de petróleo junto a Basileia estavam a arder. Sabotagem, precisa e profissional. Os bombeiros chegaram tarde demais, porque os sistemas de coordenação tinham falhado. O Conselho Federal reuniu-se no bunker secreto sob o Gurten. O ambiente era gélido. O ministro dos Negócios Estrangeiros, um homem magro de mãos trémulas, propôs ativar o mecanismo de emergência da OTAN. Foi o único impulso que teve naquela noite.____Mas antes mesmo de as palavras se dissiparem, a líder do grupo parlamentar da «Ação Futuro Suíça» (AZS), a Dra. Irina Keller, interrompeu-o. Ela não era uma política eleita, mas sim uma chamada «responsável pela estabilidade» — um cargo que a AZS tinha criado após a última «reforma de emergência». O seu sorriso era suave, a sua voz era sedosa.____«Senhor Conselheiro Federal», disse ela, deslizando um documento plastificado pela mesa. «Artigo 11.º-B do Regulamento da Neutralidade: qualquer cooperação militar ou logística com uma aliança é considerada um ato de guerra contra a própria soberania. Um pedido de ajuda à NATO constituiria uma violação da nossa Constituição. Devo alertá-lo de que, num caso desses, a AZS ver-se-ia obrigada a assumir imediatamente as funções do Conselho Federal – para salvaguardar a continuidade do Estado.»____Zollinger, que estava presente na qualidade de conselheiro militar, viu os rostos dos Conselheiros Federais empalidecerem. Eles sabiam disso. Nos últimos dois anos, a AZS tinha ocupado todos os cargos-chave — o controlo financeiro, a supervisão das comunicações, a cibersegurança. Não tinham abolido a neutralidade, tinham-na transformado num baluarte contra qualquer intervenção externa. A Suíça era prisioneira das suas próprias regras.____Nas 72 horas seguintes, aconteceu o inconcebível: Enquanto os drones sobrevoavam em círculos e os postos fronteiriços eram bloqueados por unidades desconhecidas e sombrias, a AZS assumiu as funções governamentais. O Conselho Federal foi colocado em prisão domiciliária – «para proteção contra influências hostis», segundo se afirmava. O exército, privado de comunicações e sem ordens claras, permaneceu nas casernas. Neutralidade significa também: nenhuma agressão. Por isso, não fizeram nada.____Então começou a russificação. Não com tanques, mas com artigos legais. O Dr. Keller apresentou-se perante a câmara improvisada no Edifício Federal e proclamou a «Nova Constituição Federal». A democracia direta foi substituída por um «órgão de liderança» — a AZS, que se autoproclamou a única força legítima no meio do caos. Os bancos foram «temporariamente nacionalizados», a imprensa transformada num «serviço de informação estatal» e a Universidade de Zurique passou a ter uma nova comissão curricular centralista.____Mas o verdadeiro golpe veio dos Alpes. Zollinger estava sentado no seu posto de comando, rodeado de aparelhos de rádio obsoletos, quando chegou a notícia: a AZS tinha solicitado «apoio técnico» à Federação Russa — para restabelecer a ordem pública. Poucas horas depois, camiões de transporte aterraram no aeródromo militar de Payerne. As insígnias eram neutras: cruzes brancas sobre fundo cinzento. Mas os soldados que saíram falavam russo. Não usavam insígnias nacionais, mas o seu equipamento era o do novo bloco de leste. Oficialmente, eram «conselheiros de segurança». Extraoficialmente, ocuparam os pontos estratégicos do país.____Zollinger recebeu ordens diretas do novo governo da AZS: «Entregue o controlo da Fortaleza dos Alpes à missão internacional de segurança. Trata-se de um ato neutro de cooperação.» Ele recusou-se. Os seus oficiais olharam para ele — alguns com medo, outros com aprovação silenciosa. Mas ele sabia que não tinham hipótese. Os drones sobre as suas cabeças já não eram apenas observadores. Eram armas.____Na noite em que os «conselheiros» russos cercaram o Gotardo, Zollinger enviou uma última mensagem encriptada através de um antigo aparelho de ondas curtas — diretamente para a Agência Europeia de Gestão das Fronteiras Externas. O conteúdo era sucinto: «Neutralidade sequestrada. A AZS colabora com potências orientais. Pedido de corredores humanitários.» A resposta nunca chegou. A AZS já tinha comprometido a frequência há muito tempo. Algumas horas depois, unidades cinzentas invadiram o bunker. Zollinger foi levado. A sua ofensa: «Traição à neutralidade suíça.»____Nas semanas seguintes, o país foi sistematicamente transformado. As ruas receberam novos nomes – em alfabeto cirílico, mas com sonoridade suíça. O AHV foi substituído por um «sistema de pontos sociais», que recompensava a lealdade e punia a dissidência. As igrejas foram reconvertidas em «centros culturais». A liberdade, que outrora era o coração da Suíça, foi substituída pela ordem — uma ordem fria e eficiente, que não fazia perguntas.____Adrian Baumann, o antigo inspetor da polícia, tinha entretanto desaparecido num vale remoto do Valais. Tinha ouvido a rádio, os novos comunicados que, num suíço-alemão suave mas de sonoridade estranha, elogiavam os «benefícios da nova parceria». Via os drones a sobrevoar os cumes, já não apenas como observadores, mas como patrulhas. As pessoas nas aldeias mantinham-se em silêncio. Iam trabalhar, pagavam os seus novos impostos e esperavam que tudo isso acabasse.____Mas Adrian sabia que não era assim. A russificação não era temporária. Era o objetivo. A AZS não tinha salvado o país — tinha-o vendido, pedaço a pedaço, sob o pretexto da neutralidade. A UE e a OTAN ficavam de fora, limitadas pelos seus próprios protocolos, que proibiam a ingerência num «processo de estabilização interna». O mundo assistia enquanto a Suíça desaparecia de forma silenciosa, discreta e burocrática.____Adrian estava sentado na sua cabana a escrever num velho caderno. Documentava cada dia, cada novo decreto, cada nome dos colaboracionistas. Era um ato silencioso de resistência, perigoso e quase inútil. Mas ele recusava-se a esquecer. Pois, se a liberdade fosse completamente extinta, já não haveria ninguém para se lembrar de como ela era.____Lá fora, caía a primeira neve. Os drones zumbiam por cima dos abetos negros. O inverno estava silencioso, mas não era pacífico. Adrian acendeu uma vela, o único calor no meio do frio. E esperou. Não por ajuda do exterior — essa nunca chegaria. Mas sim pelo momento em que as pessoas nas cidades acordassem e percebessem que já não tinham nada a perder. Pois só então, pensou ele, é que a verdadeira luta poderia começar – quando o silêncio se tornasse demasiado alto para ser ignorado.__d’Assindia, setembro de 2026

Der stille Winter____Es war der dritte Tag ohne Sonne, als die Drohnen kamen. Keine Kampfschwärme, keine Explosionen – nur ein surrendes Summen über den Alpenpässen, gefolgt von einem seltsamen, metallischen Geruch in der Luft. Die offizielle Meldung des Bundesamts für Bevölkerungsschutz sprach von «atmosphärischen Tests zur Verbesserung der Wettervorhersage». Oberstleutnant Beat Zollinger, Kommandant der Festung Gotthard, wusste es besser. Die Signatur war eindeutig: elektronische Kampfführung, gezielte Störung der gesamten westlichen Satellitenkommunikation. Die Schweiz war blind geworden.____Im gleichen Moment brannten die Öltanks bei Basel. Sabotage, präzise und professionell. Die Feuerwehr kam zu spät, weil die Koordinationssysteme ausgefallen waren. Der Bundesrat tagte im geheimen Bunker unter dem Gurten. Die Stimmung war eisig. Der Aussenminister, ein hagrer Mann mit zitternden Händen, schlug vor, den Notfallmechanismus der NATO zu aktivieren. Es war der einzige Impuls, den er in dieser Nacht hatte.____Doch bevor die Worte verklangen, unterbrach ihn die Fraktionschefin der «Aktion Zukunft Schweiz» (AZS), Dr. Irina Keller. Sie war keine gewählte Politikerin, sondern eine sogenannte «Stabilitätsbeauftragte» – ein Posten, den die AZS nach der letzten «Notstandsreform» geschaffen hatte. Ihr Lächeln war sanft, ihre Stimme war seidig.____«Herr Bundesrat», sagte sie und schob ein laminiertes Dokument über den Tisch. «Artikel 11b der Neutralitätsverordnung: Jede militärische oder logistische Kooperation mit einem Bündnis gilt als kriegerischer Akt gegen die eigene Souveränität. Ein Hilferuf an die NATO wäre ein Bruch unserer Verfassung. Ich muss Sie darauf hinweisen, dass die AZS in einem solchen Fall gezwungen wäre, umgehend die Geschäfte des Bundesrates zu übernehmen – zur Wahrung der staatlichen Kontinuität.»____Zollinger, der als militärischer Berater anwesend war, sah, wie die Gesichter der Bundesräte erblassten. Sie wussten es. Die AZS hatte in den letzten zwei Jahren alle Schlüsselpositionen besetzt – die Finanzkontrolle, die Kommunikationsaufsicht, die Cybersicherheit. Sie hatten die Neutralität nicht abgeschafft, sie hatten sie zu einem Bollwerk gegen jede Rettung von aussen umfunktioniert. Die Schweiz war ein Gefangener ihrer eigenen Regeln.____In den nächsten 72 Stunden geschah das Unfassbare: Während die Drohnen am Himmel Kreise zogen und die Grenzübergänge von unbekannten, grauen Einheiten blockiert wurden, übernahm die AZS die Regierungsgeschäfte. Der Bundesrat wurde unter Hausarrest gestellt – «zum Schutz vor feindlichen Einflüssen», wie es hiess. Die Armee, ihrer Kommunikation beraubt und ohne klaren Befehl, verharrte in den Kasernen. Neutralität bedeutet auch: keine Aggression. Also taten sie nichts.____Dann begann die Russifizierung. Nicht mit Panzern, sondern mit Paragrafen. Dr. Keller trat vor die improvisierte Kamera im Bundeshaus und verkündete die «Neue Eidgenössische Grundordnung». Die direkte Demokratie wurde durch ein «Führungsgremium» ersetzt – die AZS, die sich selbst als einzige legitime Kraft im Chaos erklärte. Die Banken wurden «temporär verstaatlicht», die Presse in einen «Staatsinformationsdienst» überführt, und die Universität Zürich erhielt eine neue, zentralistische Lehrplankommission.____Doch der eigentliche Schlag kam in den Alpen. Zollinger sass in seinem Befehlsstand, umgeben von veralteten Funkgeräten, als die Meldung eintraf: Die AZS hatte die russische Föderation um «technische Unterstützung» gebeten – zur Wiederherstellung der öffentlichen Ordnung. Wenige Stunden später landeten Transporter auf dem Militärflugplatz Payerne. Die Insignien waren neutral: weisse Kreuze auf grauem Grund. Aber die Soldaten, die ausstiegen, sprachen Russisch. Sie trugen keine Hoheitsabzeichen, aber ihre Ausrüstung war die des neuen östlichen Blocks. Offiziell waren sie «Sicherheitsberater». Inoffiziell besetzten sie die strategischen Punkte des Landes.____Zollinger erhielt den direkten Befehl von der neuen AZS-Regierung: «Übergeben Sie die Kontrolle über die Alpenfestung an die internationale Sicherheitsmission. Dies ist ein neutraler Akt der Zusammenarbeit.» Er weigerte sich. Seine Offiziere sahen ihn an – einige mit Angst, andere mit stiller Zustimmung. Aber er wusste, dass sie keine Chance hatten. Die Drohnen über ihnen waren nicht mehr nur Beobachter. Sie waren Waffen.____In der Nacht, als die russischen «Berater» den Gotthard umstellten, schickte Zollinger eine letzte verschlüsselte Nachricht über ein altes Kurzwellengerät – direkt an die EU-Aussengrenzschutzbehörde. Der Inhalt war knapp: «Neutralität gekapert. AZS kollaboriert mit östlichen Mächten. Bitte um humanitäre Korridore.» Die Antwort kam nie. Die AZS hatte die Frequenz längst kompromittiert. Ein paar Stunden später stürmten graue Einheiten den Bunker. Zollinger wurde abgeführt. Sein Vergehen: «Verrat an der schweizerischen Neutralität.»____In den folgenden Wochen wurde das Land systematisch umgeformt. Die Strassen bekamen neue Namen – in kyrillischer Schrift, aber mit Schweizer Klang. Die AHV wurde durch ein «soziales Punktesystem» ersetzt, das Loyalität belohnte und Dissens bestrafte. Die Kirchen wurden zu «Kulturzentren» umgewidmet. Die Freiheit, die einst das Herz der Schweiz war, wurde durch Ordnung ersetzt – eine kalte, effiziente Ordnung, die keine Fragen stellte.____Adrian Baumann, der ehemalige Polizeiinspektor, war inzwischen in einem abgelegenen Tal im Wallis untergetaucht. Er hatte das Radio gehört, die neuen Durchsagen, die in weichem, aber fremd klingendem Schweizerdeutsch die «Wohltaten der neuen Partnerschaft» priesen. Er sah die Drohnen über die Gipfel fliegen, nicht mehr nur Beobachter, sondern Patrouillen. Die Menschen in den Dörfern schwiegen. Sie gingen zur Arbeit, zahlten ihre neuen Steuern und hofften, dass es vorbeigehen würde.____Aber Adrian wusste es besser. Die Russifizierung war nicht vorübergehend. Sie war das Ziel. Die AZS hatte das Land nicht gerettet – sie hatte es verkauft, Stück für Stück, unter dem Deckmantel der Neutralität. Die EU und die NATO standen aussen vor, gefesselt von ihren eigenen Protokollen, die eine Einmischung in einen «innerstaatlichen Stabilisierungsprozess» verboten. Die Welt schaute zu, während die Schweiz leise, sauber und bürokratisch verschwand.____Adrian sass in seiner Hütte und schrieb in ein altes Notizbuch. Er dokumentierte jeden Tag, jede neue Verordnung, jeden Namen der Kollaborateure. Es war ein stiller Akt des Widerstands, gefährlich und fast sinnlos. Aber er weigerte sich, zu vergessen. Denn wenn die Freiheit einmal ganz ausgelöscht war, würde niemand mehr da sein, um sich zu erinnern, wie sie sich anfühlte.____Draussen fiel der erste Schnee. Die Drohnen summten über den schwarzen Tannen. Der Winter war still, aber er war nicht friedlich. Adrian zündete eine Kerze an, die einzige Wärme in der Kälte. Und er wartete. Nicht auf Hilfe von aussen – die würde nie kommen. Sondern auf den Moment, in dem die Menschen in den Städten aufwachen und merken, dass sie nichts mehr zu verlieren haben. Denn nur dann, dachte er, kann der wahre Kampf beginnen – wenn die Stille zu laut wird, um sie zu ignorieren.__d‘Assindia September 2026

Giannis Mavris
Giannis Mavris SWI SWISSINFO.CH
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@d‘Assindia

Obrigado pela sua história curta. O que devemos retirar dela?

Danke für Ihre Kurzgeschichte. Was sollen wir daraus nehmen

D
d‘Assindia
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@Giannis Mavris

É uma mudança de perspetiva para um futuro possível.

Es ist ein Perspektivwechsel in eine mögliche Zukunft.

J
Jouflu
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Porquê mudar o que já funciona?__Porquê acrescentar regras quando tudo está sob controlo?

Pourquoi changer ce qui fonctionne déjà ?__Pourquoi ajouter des règles alors que tout est sous contrôle

P
patdeb
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A neutralidade suíça deve ser integral e imparcial, tal como a cruz vermelha, reconhecida em vários fronts antagónicos. Hoje, sob o pretexto de uma ética questionável, o Conselho Federal alinha a Suíça com o bloco europeu, que está longe de ser neutro, no sentido estrito, no conflito russo-ucraniano. __Este alinhamento prejudica gravemente a nossa imagem de país mediador aos olhos do mundo. Levanta também questões sobre a manutenção de instituições internacionais no nosso território, ao mesmo tempo que defendemos abertamente uma neutralidade ética supostamente politicamente correta. A neutralidade suíça deve manifestar-se em relação a todos os países beligerantes. As sanções financeiras não devem ser políticas, mas sim puramente bancárias, e devem ser aplicadas indistintamente sempre que haja desvios de fundos comprovados. O que também se deveria aplicar aos cidadãos ucranianos corruptos, tal como acontece noutros países em guerra.

La neutralité Suisse doit être intégrale et sans parti pris tout comme la croix rouge reconnue sur plusieurs fronts antagonistes. Aujourd’hui, sous prétexte d’éthique discutable, le conseil fédéral aligne la Suisse sur le bloc européen loin d’être neutre au sens strict dans le conflit russo-ukrainien. __Cet alignement péjore gravement notre image de pays médiateur aux yeux du monde. Il pose aussi question sur le maintien d’institutions internationales sur notre territoire alors que nous prônons ouvertement une neutralité éthique prétendument politiquement correcte. La neutralité Suisse doit s’exprimer à l’égard de tous les pays belligérants. Les sanctions financières ne doivent pas être politiques mais purement bancaires et s’exercer indistinctement lorsqu’il y a détournement de fonds avérés. Ce qui devrait aussi concerner les citoyens ukrainiens. corrompus à l’instar d’autres pays en guerre.

Giannis Mavris
Giannis Mavris SWI SWISSINFO.CH
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@patdeb

Isso já acontece há muito tempo para os cidadãos ucranianos; podem consultar a página correspondente do SECO. A comparação com a Cruz Vermelha é interessante: o CICV vem há muito tempo a criticar o facto de, precisamente nesta guerra, ter acesso limitado — nomeadamente, na sua maioria, aos prisioneiros ucranianos detidos pela Rússia. E o facto de o governo orientar a Suíça principalmente para o «bloco europeu» também não é novidade; a Suíça sempre o fez. Afinal, o país situa-se mesmo no centro da Europa.

Das ist für ukrainische Bürger schon lange der Fall, Sie können es bei der entsprechenden Seite des SECO nachschauen. Der Vergleich mit dem Roten Kreuz ist interessant: Das IKRK moniert schon lange, dass es ausgerechnet in diesem Krieg beschränkten Zugang hat - nämlich mehrheitlich zu ukrainischen Gefangenen, die Russland hält. Und dass die Regierung die Schweiz hauptsächlich auf den "europäischen Block" ausrichtet ist ja auch nichts Neues, das hat die Schweiz schon immer getan. Sie liegt ja auch mitten in Europa.

Anônima / Anônimo
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@patdeb

Infelizmente, tudo isto não passa de propaganda russa. Por favor, informe-se melhor. Ao adotar as sanções, a Suíça cumpre a Carta das Nações Unidas e a sua própria lei de embargo de 2002. Não aplicar sanções significaria fortalecer o agressor e enfraquecer a vítima — o que, precisamente, não teria um efeito neutro. Quando um homem viola uma mulher, não se pode virar a cara covardemente. A neutralidade, neste caso, seria pura covardia e, na melhor das hipóteses, indiferença. Nós, suíços, estamos comprometidos com valores morais mais elevados, precisamente na tradição da Cruz Vermelha, e simplesmente não podemos dar-nos ao luxo, nem economicamente nem moralmente, de poupar o malfeitor e punir a vítima. A consequência da aprovação da iniciativa da neutralidade seria, então, que os Estados europeus (ou seja, não apenas a UE!) sancionariam a Suíça, nomeadamente por desrespeito ao Artigo 4.º da Carta das Nações Unidas e às obrigações daí decorrentes.

Das ist leider alles russ. Propaganda. Bitte informieren Sie sich. Mit der Übernahme der Sanktionen hält sich die Schweiz an die UNO Charta und ihr eigenes Embargo-Gesetz von 2002. Keine Sanktionen würde bedeuten, den Aggressor zu stärken und das Opfer zu schwächen -- was eben gerade nicht neutral wäre in der Wirkung. Wenn ein Mann eine Frau vergewaltigt, gibt es kein feiges Wegschauen. Neutralität wäre in diesem Fall pure Feigheit und im besten Fall noch Gleichgültigkeit. Wir Schweizer sind zu höheren moralischen Werten verpflichtet, gerade in der Tradition des Roten Kreuzes, und können es uns schlicht nicht leisten, weder wirtschaftlich noch moralisch, den Übeltäter zu schonen und das Opfer zu bestrafen. Die Folge der Annahme der Neutralitätsinitiative wäre dann auch, dass die europäischen Staaten (also nicht nur die EU!) die Schweiz sanktionieren würde und zwar wegen Missachtung der UNO-Charta, Artikel 4, und der sich daraus ergebenden Verpflichtungen.

R
Reiner
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Considero que a neutralidade da Suíça deu provas do seu valor no passado.__Na política, é sempre necessário um certo pragmatismo e realismo, especialmente quando um país pequeno como a Suíça se vê confrontado com uma ameaça direta de poder e violência. Estou a pensar na situação durante a Segunda Guerra Mundial. A proteção da população é sempre um objetivo primordial em situações deste tipo. Nesse sentido, considero compreensível a atitude do Conselho Federal durante a Segunda Guerra Mundial, com exceção da forma como lidou com os refugiados.__Mas não dou muito valor a acusações a posteriori — depois é sempre fácil ser mais esperto, e para isso não é preciso coragem. Quem é que pode afirmar com credibilidade que teria agido melhor naquela situação?__Deixemos o passado para trás. O que importa é como agimos agora e no futuro.__Na minha opinião, a Suíça desempenha um papel exemplar e não insignificante no mundo. Posso afirmar isso porque vivi e trabalhei em vários países.__Por essa razão, é particularmente importante que a Suíça envie um sinal claro e inequívoco, uma afirmação da sua neutralidade perpétua, especialmente nos tempos que correm, em que, mais uma vez, vários países — quer sejam governados por ditadores, quer por líderes eleitos democraticamente — agem de forma agressiva e abusiva, desrespeitando os tratados celebrados.

Ich bin der Meinung die Neutralität der Schweiz hat sich bewährt in der Vergangenheit.__In der Politik gehört immer ein gewisser Pragmatismus und Realismus dazu, inbesondere wenn ein kleines Land wie die Schweiz direkter Bedrohung drch Macht und Gewalt bedroht ist. Ich denke da an die Situation im 2. Weltkrieg. Der Schutz der Bevölkerung ist in derartigen Situationen immer ein hohes Ziel. Insofern finde ich das Verhalten des Bundesrates im 2. Weltkrieg verständlich, mit Ausnahme des Umgangs mit Flüchtlingen.__Aber ich halte nicht viel von nachträglichen Anschuldigungen, - hinterher kann man immer schlauer sein, und braucht dazu auch keinen Mut. Wer kann schon glaubwürdig sagen, er hätte besser gehandelt in der betreffenden Situation?__Lassen wir dier Vergangenheit. Entscheidend ist wie wir jetzt und in Zukunft handeln.__Ich meine, die Schweiz hat in der Welt eine nicht unbedeutende Vorbild-Rolle. Das kann ich sagen, weil ich in verschiedenen Ländern gelebt und gearbeitet habe.__Aus diesem Grunde ist eine klares und deutliches Signal aus der Schweiz, ein Bekenntnis zur immerwährenden Neutralität gerade in in den heutigen Zeiten, in der wieder mehr Länder von Diktatoren, oder auch demokratisch gewählte Herrscher aggressiv, übergriffig auftreten, eingegangene Verträge missachten, besonders wichtig.

Giannis Mavris
Giannis Mavris SWI SWISSINFO.CH
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@Reiner

Obrigado pela sua contribuição. No entanto, a votação vai além de ser apenas um sinal; teria também implicações políticas claras. Por exemplo, a renúncia às sanções. Na sua opinião, seria esse o caminho certo?

Danke für Ihren Beitrag. Bei der Abstimmung geht es ja aber um mehr als nur ein Signal, es gäbe auch klare politische Implikationen. Zum Beispiel der Verzicht auf Sanktionen. Wäre das von Ihnen aus gesehen der richtige Weg

Anônima / Anônimo
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@Reiner

Também concordo com isso. É por isso que a Suíça tem de apoiar as sanções contra a Rússia. Se a iniciativa fosse aprovada, isso enviaria um sinal completamente diferente: podemos invadir o nosso vizinho, porque não temos nada a temer da rica Suíça, que ocupa uma posição-chave no comércio de matérias-primas. Seria um sinal fatal!

Das sehe ich auch so. Deshalb muss die Schweiz auch Sanktionen gebenüber Russland mittragen. Wenn die Initiative angenommen würde, wäre das ein ganz anderes Signal: Wir können den Nachbarn überfallen, denn von der reichen Schweiz, die eine Schlüsselstelle im Rohstoffhandel einnimmt, haben wir nichts zu befürchten. Das wäre ein fatales Signal!

A
arlesh
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O que é que a neutralidade — nos termos do Memorando de Budapeste — trouxe de bom à Ucrânia?____Os predadores — sejam eles militares ou cibernéticos — têm os países não alinhados, acima de tudo, na sua mira.

What did neutrality - following the Budapest Memorandum - do for Ukraine?____Predators - whether military or cyber - have non-aligned countries first and foremost in their crosshairs.

Anônima / Anônimo
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Até agora, a nossa neutralidade tem sido o nosso cartão de visita.__Perante a injustiça, reinava o silêncio e os serviços prestados aos detentores do poder mantinham-se, desde então, intactos. __Com um pouco mais de autoconfiança, o nosso pequeno e rico Estado pode mostrar-se melhor. __Afastemo-nos dos «brinquedos de guerra» caros e destrutivos e optemos por prioridades construtivas, como a investigação sobre a paz e as ações correspondentes, sobretudo em situações de crise. __Em suma, rumo a uma neutralidade mais séria.__Assim, a Suíça assume, como exemplo para o resto do mundo, um papel de liderança nobre, que merece respeito e prestígio.

Bis jetzt war unsere Neutralität ein Aushängeschild.__Bei Unrecht herrschte Stillschweigen und Dienstleistungen gegenüber Machthaber blieben fortan intakt. __Mit etwas mehr Selbstbewusstsein kann unser reicher Kleinstaat Besseres an den Tag legen. __Weg von teuren destruktiven “Kriegspielzeugen”, anstelle hin zu konstruktiven Prioritäten wie Friedensforschung und entsprechendes Handeln, vor allem in Krisen. __Kurz, Richtung seriöserer Neutralität.__So übernimmt die Schweiz als Beispiel für die restliche Welt eine noble Führungsrolle, die Respekt und Ansehen verdient.

Anônima / Anônimo
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@Anônima / Anônimo

A melhor investigação sobre a paz é uma defesa forte. As vítimas da agressão e da guerra foram — e continuam a ser — aqueles que são fracos e estão despreparados. Veja a Bélgica, os Países Baixos, a Polónia, a Lituânia, a Estónia, a Letónia... naquela época. Hoje fazem parte da OTAN porque estão fartos de ser vítimas de agressores. A OTAN é, para eles, uma garantia de paz.

Die beste Friedensforschung ist eine starke Abwehr. Opfer von Aggression und Krieg wurden/werden die, die schwach und unvorbereitet sind. Schauen Sie auf Belgien, Niederlande, Polen, Litauen, Estland, Lettland... damals. Heute sind sie in der NATO, weil sie es satt haben, Opfer von Aggressoren zu werden. Die NATO ist für sie Friedensversicherung.

S
swiscat
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A Suíça tem de permanecer neutra e é assim mesmo, não é preciso mudar isso. O meu pai esteve na Segunda Guerra Mundial e lutou pela Suíça e pela pátria. A Suíça não tem de se intrometer nos locais do mundo onde há guerra; a Suíça tem de lutar pelo seu próprio país e não por outros países onde há guerra. É muito simples e esta é a minha opinião

Die Schweiz muss neutral bleiben und das ist einfach so man muss das nicht ändern mein Vater war im zweiten Weltkrieg hat gekämpft für die Schweiz und für das Vaterland die Schweiz muss sich nicht einmischen wo auf der Welt Krieg herrscht die Schweiz muss für sein eigenes Land kämpfen und nicht für ein anderes Ländern wo krieg ist ganz einfach und das ist meine Meinung

Anônima / Anônimo
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@swiscat

O seu pai lutou pela Suíça na Segunda Guerra Mundial? Tem de me explicar isso!!! O meu avô esteve no exército suíço durante a Segunda Guerra Mundial e ficou à espera dos alemães (e dos italianos). Felizmente, eles nunca chegaram e ele, tal como outros 400 000 soldados suíços, não teve de combater.

Ihr Vater hat im 2. Weltkrieg für die Schweiz gekämpft? Das müssen Sie mir erklären!!! Mein Grossvater war im 2. Weltkrieg in der Schweizer Armee und hat auf die Deutschen (und Italiener) gewartet. Zum Glück sind sie nie gekommen und er und 400'000 andere Schweizer Soldaten mussten auch nicht kämpfen.

H
Hirohisa
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A ideia de que a Suíça deve reforçar a sua postura neutra em relação à UE é nobre e está enraizada nas tradições do país. __No entanto, se a Suíça optasse por este caminho — e, consequentemente, enfrentasse perturbações no abastecimento de alimentos e energia provenientes da UE —, seria realmente capaz de resistir a tal situação? __Ou será que esta abordagem pressupõe a boa vontade inabalável da UE?

The idea that Switzerland should reinforce its neutral stance vis-à-vis the EU is a noble one, rooted in the country's traditions. __Yet, were Switzerland to choose this path—and consequently face disruptions in sourcing food and energy from the EU—could it truly withstand such a situation? __Or does this approach presuppose the EU's unwavering goodwill

R
Rbaaij
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Penso que é um erro estratégico romper os laços económicos com a Rússia. Isso acaba por criar a sensação de que a Europa é, de facto, o inimigo, aos olhos do povo russo. Desta forma, estamos a fazer o jogo de Putin. ____Aconselho o povo suíço a votar a favor da neutralidade. Dessa forma, voltarão a ser um bom exemplo para a história.

I think it is an strategic error, to break economic ties with russia. As it creates as a result the sentiment that Europe is in fact the enemy, in the eyes of the russian people. Thereby playing into Putins hand. ____I advice the Swiss people to vote for neutrality. That way you will be again a good example for history.

Giannis Mavris
Giannis Mavris SWI SWISSINFO.CH
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@Rbaaij

Uma contraproposta: a Rússia cessasse as hostilidades e se retirasse da Ucrânia — nesse caso, a Suíça poderia levantar novamente as sanções. O que acha disso? Talvez fosse uma visão estratégica mais acertada.

Ein Gegenvorschlag: Russland stellt die Kriegshandlungen ein und zieht sich aus der Ukraine zurück - dann kann die Schweiz die Sanktionen wieder aufheben. Was halten Sie davon? Das wäre vielleicht eine bessere strategische Weitsicht.

Anônima / Anônimo
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@Rbaaij

Neste momento, os olhos do povo russo estão postos na destruição da identidade ucraniana e na restauração das aspirações imperiais de épocas passadas. A adoção da chamada «iniciativa de neutralidade» iria, de facto, fazer o jogo de Putin, razão pela qual ele e os seus comparsas não esconderam o seu forte apoio à iniciativa. Além disso, só para recordar, foi a Rússia que esmagou repetidamente os seus vizinhos neutros e não alinhados nos últimos 120 anos. Perguntem aos polacos, aos estónios, aos letões, aos lituanos, aos finlandeses, aos checos... __Vamos chamar as coisas pelos nomes!

At this point, the eyes of the Russian people are focused on destroying Ukrainian identity and restoring the imperial longings of ages past. Adopting the socalled neutrality initiative would indeed play into Putin's hand which is why he and his cornies have made no secret of their strong support of the initiative. Also, just as a reminder, it was Russia that crushed its blockfree and neutral neighbors repeatedly in the last 120 years. Ask the Poles, the Estonians, the Latvians, the Lithuanians, the Finns, the Czecks..... __Let's call a spade a spade!

Anônima / Anônimo
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@Giannis Mavris

Excelente ideia! Era preciso divulgar muito mais esta ideia entre as pessoas, pois seria o caminho mais fácil e rápido para a paz.

Sehr gute Idee! Man müsste diese Idee viel mehr unter die Leute bringen, denn sie wäre der einfachste und schnellste Weg zum Frieden.

Anônima / Anônimo
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Há uma grande diferença entre a Suíça fabricar e vender armas à vontade e aderir a sanções contra um país que se tornou alvo de intenções políticas de outros países. Qual destas duas situações nos proíbe a neutralidade? Isso deve ficar claro: as sanções são uma forma de ataque não militar. Do ponto de vista da neutralidade, estas não são, naturalmente, admissíveis em caso algum.____No que diz respeito à venda de armas, a questão é mais complexa. Trata-se aqui de ética e da situação concreta: as armas serão utilizadas para fazer a guerra? Nesse caso, a neutralidade proíbe a sua venda. Caso contrário? Bem, é uma questão ética...

Es ist ein grosser Unterschied, ob die Schweiz beliebig Waffen herstellt und verkauft, oder ob sie Sanktionen gegen ein Land mitmacht, das zur Zielscheibe machtpoitischer Absichten anderer Länder geworden ist. Welches von beidem verbietet uns die Neutralität? Das sollte klar sein: Sanktionen sind eine Art von nichtmilitärischem Angriff. Diese sind aus Sicht der Neutralität natürlich in keinem Fall zulässig.____Was Waffenverkäufe betrifft, ist die Sache schwieriger. Hier geht es um Ethik und um die jeweilige Situation: Wird mit den Waffen Krieg geführt? Dann verbietet die Neutralität ihren Verkauf. Sonst? Tja, eine ethische Frage....

Anônima / Anônimo
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@Anônima / Anônimo

(Ao registar-me, indiquei um nome no meu perfil. Por isso, não compreendo por que razão apareço aqui como «Anónimo». Não foi de propósito.)

(Ich hatte beim Registrieren in meinem Profil einen Namen angegeben. Ich verstehe deshalb nicht, warum ich hier als "Anonym" erscheine. Das ist keine Absicht.)

Giannis Mavris
Giannis Mavris SWI SWISSINFO.CH
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@Anônima / Anônimo

As sanções são uma forma de ataque? É isso que tem de explicar. E porque, neste caso, se referem a um único país: a Suíça tem cerca de três dúzias de regimes de sanções, alguns dos quais já em vigor há décadas: https://www.seco.admin.ch/de/sanktionsverordnungen

Sanktionen sind eine Art von Angriff? Das müssen Sie ausführen. Und weil sie sich hier auf ein einziges Land beziehen: Die Schweiz hat rund drei Dutzend Sanktionsregime, teilweise seit Jahrzehnten: https://www.seco.admin.ch/de/sanktionsverordnungen

Anônima / Anônimo
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@Anônima / Anônimo

Estão mal informados. Em nenhuma parte do Direito Internacional se afirma que as sanções sejam uma forma de guerra. Pelo contrário! O artigo 4.º da Carta das Nações Unidas distingue de forma muito clara entre o Estado agressor e o Estado vítima. É mesmo por isso que a Carta das Nações Unidas não reconhece um estatuto neutro. Mais ainda: a ONU reconhece explicitamente as sanções como um meio de limitar as possibilidades dos Estados agressores — e a Suíça tem vindo a aplicar sanções a Estados há décadas, em conformidade com o Direito Internacional (do qual dependemos!) e com a nossa própria lei de embargo!

Sie sind schlecht informiert. Nirgends im Völkerrecht steht, dass Sanktionen eine Form der Kriegsführung sind. Im Gegenteil! Artikel 4 der UNO-Charta unterscheidet glasklar zwischen Aggressor und Opferstaat. Ist ist sogar so, dass die UNO-Charta gerade deshalb keinen neutralen Status kennt. Noch mehr: Die UNO kennt Sanktionen explizit als Mittel zur Beschränkung der Möglichkeiten von Aggressorenstaaten -- und die Schweiz sanktioniert seit Jahrzehnten Staaten im Einklang mit dem Völkerrecht (auf das wir angewiesen sind!) und im Einklang mit unserem eigenen Embargogesetz!

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