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Venezuela rejeita encontro de Macron com ‘foragidos’ da Justiça

Os opositores venezuelanos (E-D) Carlos Vecchio, Antonio Ledezma e Julio Borges após coletiva de imprensa em Paris, na França em 3 de abril de 2018 afp_tickers

O governo de Nicolás Maduro rejeitou nesta quarta-feira a atitude do presidente francês, Emmanuel Macron, de se reunir com “foragidos da justiça”, referindo-se à recente audiência concedida a três opositores venezuelanos.

Em nota de protesto entregue ao embaixador francês em Caracas, Romain Nadal, o governo venezuelano assinala que os convidados de Macron estão “vinculados à comissão de crimes sancionados pela Lei Contra a Delinquência Organizada e Financiamento ao Terrorismo”.

A nota se refere a Antonio Ledezma, ex-prefeito de Caracas que fugiu da prisão domiciliar para a Espanha em novembro passado, e a Carlos Vecchio, exilado nos Estados Unidos, que foram recebidos por Macron na terça-feira no Palácio do Eliseu.

O deputado e ex-presidente do Parlamento Julio Borges também participou do encontro, que Caracas qualificou de “gesto inamistoso”.

Na reunião, Macron avaliou que as eleições presidenciais venezuelanas de 20 de maio carecem de condições para ser justas e livres.

“O governo venezuelano manifestou sua preocupação com o apoio concedido pelas altas autoridades do país europeu a grupos extremistas, responsáveis pela convocação à violência no território nacional”.

Caracas vincula os dirigentes opositores a supostos planos golpistas e à violência durante os protestos de 2014 e 2017, que deixaram 43 e 125 mortos, respectivamente.

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